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(20 de Agosto de 1904)

Batalha Naval do Estreito de Perouse

Cruzador Protegido Russo Novik

Batalha de Korsakov (La Perouse)

Bibliografia


Olender, P. (2010), Russo-Japanese naval war 1904-1905, Vol2, Battle of Tsushima

Pleshakov, C. (2009), The Tsar's Last Armada: epic Journey to Battle of Tsushima

G. Piouffre, G. (1999), La guerre russo-japonaise sue mar, 1904-1905, Marines Éditions

Duus, Peter (1998). The Abacus and the Sword: The Japanese Penetration of Korea, 1895-1910. University of California Press.  

Gills, Barry (1996). Korea versus Korea: A Case of Contested Legitimacy. Routledge.

Kim, Djun Il (2005). The History of Korea. Greenwood Press.


Kowner, Rotem (2006), Historical Dictionary of the Russo-Japanese War, UK OXFORD, The Scarecrow Press, Inc.  


The Russo-Japanese War Research Society


Cruzador Japonês Tsushima

Cruzador Japonês Chitose

Korsakov fica no sul da ilha Sacalina, na Baía de Aniva. Junto ao Estreiro de Perouse. A ilha Sacalina foi uma posição reclamada pela Rússia e o Japão durante o século XIX e XX, sendo actualmente parte integrante da Rússia.


Sobre o solo da ilha houve combates entre estas nações e o território chegou a estar dividido entre ambos os Estados.  Em 1875 o território foi cedido à Rússia em troca das ilhas Kuril, mas em 1905 na sequência do Guerra Russo-Japonesa a ilha foi dividida tendo o Japão ficado com a parte sul, que incluía Korsakov.


Em 1945, no final da 2ª Guerra Mundial, a ilha Sacalina e Kuril foi ocupada pelas forças soviéticas.


Depois da Batalha do Rio Amarelo o comandante do cruzador NOVIK optaram por se dirigirem para o porto de Vladivostok para aí se juntarem à força naval russa aí estacionada, em vez de optarem por se internarem num porto neutral durante a fuga.

Como sabiam que o Estreito de Tsushima estava fortemente guarnecido com unidades navais japonesas, optaram por circunvagar o Japão pelo lado do oriental. No entanto um navio mercante japonês detectou o cruzador russo 19 de Agosto e alertou a Marinha Japonesa.

O tempo de reacção da esquadra do Almirante Togo deu oportunidade para o NORVIK se deslocar para norte, mas os cruzadores japoneses CHITOSE e TSUSHIMA iniciaram a perseguição.

A perseguição manteve-se até ao estreito de La Perouse e o NORVIK  e como não tinham encontrado o navio russo deslocaram-se para dentro da Baía de Avina.

A grande volta ao largo do Japão tinha esgotado as reservas de carvão do NOKVIK e este tinha de impreterivelmente se abastecer antes de se deslocar para Vladivostoque.

Às 16h00mn o TSUSHIMA abriu fogo sobre o NORVIK. Este respondeu vigorosamente ao fogo do TSUSHIMA, mas estava em desvantagem em armamento. Em menos de 30mn o NORVIK teve de retirar para o porto de Korsakov, ma cerca de uma hora depois o NORVIK regressou ao combate contra o TSUSHIMA e conseguiu atingir e a fazer com que este retirasse. No entanto a chegada do CHITOSE o NORVIK continuou a ter a saída do porto cercada e assim se mantiveram os três navios a alguma distância. Ao amanhecer do dia seguinte o CHITOSE avançou sobre o porto para destruir o NORVIK, mas quando se aproximou verificou que este tinha encalhado propositadamente e a guarnição sido evacuada.

Durante a noite o comandante do NORVIK tinha analisado os estragos do combate e chegado à conclusão que não tinha condições de vencer os dois cruzadores japoneses que o esperavam ao largo, tanto mais que teve conhecimento que tinha chegado mais um navio de guerra japonês. Não existia forma de salvar o NORVIK e como tal o comandante inutilizou o navio e afundou-o em águas profundas.

Com a destruição do NORVIK acabava de ser destruída o último cruzador da 1ª Esquadra Russa do Pacífico.


Maximilian Fedorovich Schultz

O oficial da Marinha Imperial Russa Maximilian Fedorovich Schultz (1862-1919) foi o último comandante do cruzador NORVIK e combateu na Batalha de Korsakov 1905, durante a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905).

O seu primeiro comando foi no navio cruzador SVEABORG (1879) em Vladivostoque e dois anos depois foi colocado em Port Arthur, como comandante de uma flotilha de contratorpedeiros. Quando a guerra teve início (1904) tinha o posto de 2º capitão (Capitão-de-Fragata) e estava colocado no contratorpedeiro SMELII, em Port Arthur.

Quando o comandante do NORVIK, Nikolai Essen, foi colocado no comando do couraçado SEVASTOPO, Schultz assumiu o comando do NORVIK, onde já tomou parte como comandante na Batalha do Rio Amarelo.

Com a dispersão da esquadra russa durante a batalha, não tomou a opção de recuar para Port Arthur, ou de se internar num porto neutro, como outros comandantes optaram, mas sim de navegar para o porto de Vladivostoque, pela parte oriental do Japão.

Depois de ter afundado o seu navio em águas profundas para não ser capturado pelos japoneses na Baía de Avina, junto a Korsakov, seguiu a pé com a sua guarnição até Vladivostoque onde chegou a 22 de Agosto 1904.

Chagado a Vladivostoque foi apontado como novo comandante do esquadrão independente de cruzadores de Vladivostoque, até à chegada do 1º Capitão (Capitão-de-mar-e-guerra) Lev Brusilov em Abril 1905.


Depois da Guerra Russo-Japonesa foi colocado na Esquadra do Báltico e logo de seguida transferido para a Esquadra do Mar Negro, onde ficou sob o comando do Vice-Almirante Nikolai Essen, que o escolheu pessoalmente. Foi um dos membros da comissão de investigação da guerra 1904-1905 e comandante de uma esquadrilha de lança-minas no Mar Negro.

Promovido a Vice-Almirante em 1911, tomou o comando de uma divisão de cruzadores no Mar Negro em 1913. Durante a Grande Guerra foi nomeado como comandante da flotilha da Sibéria, até à revolução de Fevereiro de 1917. Em 1919, já retirado da Marinha foi preso em São Petersburgo e fuzilado pelos Bolcheviques.