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(14 de Agosto de 1904)

Batalha Naval de Ulsan

A notícia que o Esquadrão de Port Arthur tinha saído para o mar chegou a Vladivostoque a 11 de Agosto, um dia depois da Batalha do Mar Amarelo.


O Esquadrão de Cruzadores de Vladivostoque não estavam preparados para uma saída rápida para o mar, tnato mais que era inesperada uma acção a partir de Port Arthur depois de ter recebido uma comunicação a 5 de Agosto em que o Almirante Vitgeft indicava que pretendia permanecer na fortificação e colaborar na defesa terrestre com a artilharia naval.


A força de Vladivostoque tinha a consciência que não poderia ajudar o esquadrão naval do Almirante Vitgeft durante a passagem crítica do Estreito de Tsushima, mas calculava que o Esquadrão de Port Arthur já estaria a navegar no Mar do Japão e neste cenário o comandante do Esquadrão de Cruzadorres de Vladivostoque, o Almirante Iessen partiu em direcção a sul. O BOGATYR não zarpou com os restantes navios porque tinha sofrido uma avaria a 15 de Maio que só viria a ser reparada após o final da guerra.


Rumou a Sul durante a noite e o dia seguinte e com preocupação não encontrou o esquadrão de Port Arthur. Continuou a dirigir-se para sul em direcção do Estreito de Tsushima, mas sem a intenção de entrar, navegando ao longo da costa coreana até que ao anoitecer do dia 13 de Agosto alcançaram Fusan.


Do lado Japonês o Almirante Kamimura, que patrulhava os mares em busca da força russa vinda do norte, encontrava-se perto de Ulsan, tendo mesmo as duas esquadras inimigas se cruzado muito perto durante a noite.


Sem saber, o Almirante Iessen a partir de Fusan teria conseguido passar para sul do Estreito de Tsushima pelo canal ocidental que estava desguarnecido, à parte de um pequeno número de torpedeiros japoneses. Mas a sua decisão de aguardar pelo Esquadrão de Port Arthur manteve-o parado numa posição a norte do estreito e perto da costa coreana.


O esquadrão japonês do Almirante Kamimura regressava entretanto da sua patrulha por um rumo que o levaria directamente à posição onde se encontrava o esquadrão russo. O Esquadrão Russo avistou ao amanhecer os quatro navios japoneses que se aproximavam.


A posição do Almirante Kamimura no dia 14 de Agosto era ideal para atacar o Esquadrão Russo. Estava bom tempo e tinha a luz de todo um dia pela sua frente. Os navios russos estavam o mais longe possível da sua base em Vladivostoque do quanto era possível estar no Mar do Japão, os navios do Almirante Kamimura estavam entre os navios russos e a sua base, e para mais era impossível utilizar a base de Port Arthur como ponto de apoio.


Fase I - A saída do Esquadrão de Vladivostoque

Almirante Barão Kamimura Hikonojo (1848-1916)


Fase II - O recontro a 14 de Agosto

Ao amanhecer as duas colunas de cruzadores aproximavam-se gradualmente e pelas 5 horas da manhã a distância era de cerca de 7.500m. Começaram a abrir fogo fora de alcance com as armas de 203mm (8 inch) e conforme a distância se reduzia começaram a abrir fogo com as armas de 152mm (6 inch).


A coluna japonesa concentrou fogo sobre o cruzador RURIK, o último da linha e também o mais fraco, que ficou muito danificado. Resistiu a horas de fogo, mantendo-se afazer fogo com as peças que lhe estavam e cuja atitude de valentia impressionou o Almirante japonês.


Os outros dois cruzadores russos, também fortemente atacados durante o combate afastaram-se do inimigo, mas depois inverteram o rumo para ajudar o RURIK.


O esquadrão japonês também sofreu durante o combate, mas menos do que infligiu ao esquadrão russo. Entretanto a esquadra russa foi manobrando em frente da posição japonesa e o esquadrão ficou numa posição progressivamente mais afastada.




Bibliografia


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C. Pleshakov, The Tsar's Last Armada: epic Journey to Battle of Tsushima, 2009

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Gills, Barry (1996). Korea versus Korea: A Case of Contested Legitimacy, Routledge.

Kim, Djun Il (2005). The History of Korea, Greenwood Press.  


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McLaughlin, Stephen (1999), From Riurik to Riurik: Russia's Armoured Cruisers Warship 1999-2000. London: Conway Maritime Press


The Russo-Japanese War Research Society

O RURIK que continuou a ser bombardeado pelos japoneses ficou numa situação que lhe impedia de navegar e por muitos esforço s que o Almirante Iessen fizesse o navio teve de ser dado como perdido.


O esquadrão japonês voltou a aproximar-se e voltou a reacender um furioso combate entre as duas forças.


Às 8:30mn O RURIK é dado com perdido e o Esquadrão Russo tomou o rumo de Vladivostoque. O caminho de regresso para norte foi efectuado com uma perseguição constante da força japonesa que o bombardeava.  O ROSSIYA e o GROMOBOI estavam muito danificados e com muitos mortos e feridos.


Durante a perseguição os navios japoneses também foram mostrando as consequências do combate. O IWATE estava muito danificado, assim como o ADZUMA. A guarnições japonesas também estavam muito cansadas e isso reflectiu-se no espaçamento cada vez maior entre salvas de tiro.


A perseguição japonesa durou pata além do pôr-do-sol e pelas 11:15mn terminou, tendo regressado para a posição onde tinha se afundado o RURIK horas antes.

Contra-Almirante Karl Iessen (1852-1918)


Esquadrão de Cruzadores de Vladivostoque – Contra-Almirante Karl Iessen

ROSSIA (CR)

RURIK (CR)

GROMOBOI (CR)



Esquadrão de Cruzadores Japoneses – Contra-Almirante Kamimura Hikonojo


2ª Divisão de Cruzadores – Contra-Almirante Misu Sotaro

IZUMO (CR)

AZUMO(CR)

ASAMA (CR)

IWATE (CR) – (navio-chefe)


O RURIK era um cruzador protegido, com quatro peças de 203mm, 16 de 152mm e velocidade máxima de 18 kn. Durante a Batalha de Ulsan o cruzador RURIK chegou a ficar a combater sozinho contra vários cruzadores japoneses. Com muitas baixas, que incluíram a mote do comandante, os oficiais sobrevivente não se renderam aos japoneses e continuaram a lutar, até que no final do combate o navio foi afundado.


A decisão de combater até ao fim deu oportunidade para o ROSSIA e o GROMOBOI retirarem para Vladivostoque.


Cruzador Russo RURIK