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Capelães Navais

Bibliografia


Lista da Armada: Lista Anual de Antiguidades dos Oficiais da Armada, mais pessoal em serviço dependente do Ministério da Marinha, refwrente a 31 de Dezembro de 1917, Lisboa, Imprensa Nacional, 1918.


Colecção Oficial da Legislação Portuguesa: ano 1869, Lisboa, Imprensa Nacional, 1870. (pp.256-60)


Livro Mestre dos Capelães Navais: PT/BCM-AH/30A/Livro Mestre dos Capelães/02503

Em 1918 a Marinha apresentava cinco oficiais capelães navais nas suas fileiras:

De acordo com o regulamento geral de promoções da corporação da armada, de 24 de Abril de 1869, os oficiais capelães navais pertenciam à segunda classe de oficiais navais, sendo a primeira os oficiais da marinha militar, e classificados como oficiais não combatentes, em igualdade com os oficiais engenheiros construtores navais, oficiais de saúde, e oficiais da Fazenda da Armada.

As categorias de oficiais capelães navais constituiam-se em três classes: 1ª, 2ª e 3ª, respectivamente Capitão-Tenente, Primeiro-Tenente e Segundo-Tenente.

A admissão de capelães navais de 3ª classe era efectuada por concurso, exigindo-se prova documental de habilitações e estudos eclesiásticos. Era ainda efectuado um exame oral para comprovar as capacidades e aptidão para ensino nas escola primárias navais. Essa admissão passava por uma nomeação por portaria sendo o tempo mínimo de dois anos na 3ª classe de oficiais capelães navais.

As promoções eram efectuadas por tempo de serviço, sendo de oito anos para a passagem de 3ª para 2ª classe e de doze anos para a passagem de 2ª para 1ª classe, com a obrigatoriedade de dois anos de embarque como capelão de 2ª classe.

Admissão e Promoção de Oficiais Capelães

José Maria Ferreira, Primeiro-Tenente Capelão Naval

José Maria Ferreira, Primeiro-Tenente Capelão Naval. Promovido a Primeiro-Tenente em 1911, esteve ao serviço do Tribunal da Marinha durante quatro meses em 1911. Em 1915 foi colocado na Majoria General e em Fevereiro de 1918 passou ao quadro auxiliar da Marinha. Faleceu a 24 de Janeiro de 1919. (FERREIRA, José Maria: fólio 66/74/79/81/84/87)

José Matias Delgado, Segundo-Tenente Caplão Naval. Promovido a Segundo-Tenente em 1914 e a Primeiro-Tenente em 1924. Em 1915 esteve temporariamente colocado em Luanda, onde já tinha estado como missionário entre 1890 e 1895. Em 1916 esteve ao serviço do Tribunal da Marinha e foi posteriormente colocado na Majoria General. Em Fevereiro de 1918 foi agraciado com a medalha de comportamento exemplar. Foi professor de Kimbundo na Escola Superior Colonial de Lisboa. Faleceu a 27 de Novembro de 1937. (DELGADO, José Mathias: fólio 16/19/85/88/89/91)


Manuel de Sousa Lourenço, Guarda-Marinha. Colocado na Majoria General em 1915.

José Matias Delgado, Segundo-Tenente Capelão Naval.

António Antunes, Segundo-Tenente Capelão Naval. Colocado na Majoria General em 1915.

Na sequência da tomada de posse da Comissão Administrativa da cidade de Faro, poucos dias depois da implantação da República, a 27 de Outubro de 1910, houve um conjunto de acções contra a Igreja na cidade. Uma foi a requisição da casa do Paço Episcopal e de um espaço anexo onde se albergava uma tipografia, que os republicanos consideravam difusora de propaganda “reaccionária”, com pretexto de se criar uma escola. Outra foi a expulsão do Bispo D. António Barbosa Leão, decreto de 12 de Janeiro de 1912. Quando em 11 de Janeiro de 1914 o Bispo teve autorização de regressar a Faro, este foi recebido em triunfalmente pela população da cidade e como não tinha local onde residir, ficou numa casa oferecida pelo padre António Antunes, Capelão Naval da Armada.


(Ecclesia – Folha de Domingo, “1ª República e a Igreja no Algarve”, http://folhadodomingo.pt/i-republica-e-igreja-no-algarve/, acesso em 16/11/2016)


António Antunes, Segundo-Tenente Capelão Naval.

Francisco António Gonçalves, Guarda-Marinha. Colocado na Escola de Alunos Marinheiros do Norte em 1915. Faleceu a 7 de Outubro de 1969. (GOLÇALVES,Francisco António: fólio 17/22)

Francisco António Gonçalves, Guarda-Marinha

Manuel de Sousa Lourenço, Guarda-Marinha