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A defesa das costas marítimas de Portugal e Ilhas adjacentes era garantida pela Base Naval de Lisboa, Estações Navais de Leixões e Lagos, Estações Navais de Ponta Delgada e Horta (Açores), Estação Naval do Funchal (Madeira) e Estação Naval de São Vicente (Cabo Verde). Para além das frentes de combate em África e na Europa, o Atlântico representou um igual esforço de guerra, com sacrifícios e perdas de vidas humanas, o qual muitas vezes continua a ser esquecido pelos historiadores portugueses.

 

Os sucessivos governos portugueses mantiveram uma posição de não-beligerante relativamente ao teatro de guerra europeu e uma vez que uma declaração de neutral era impossível, já que Portugal estava a ser atacados por topas coloniais alemãs em África, a não declaração de guerra à Alemanha, em Agosto de 1914 que se arrastou até Fevereiro de 1916,  foi uma oportunidade política perdida por não ter sido efectivamente utilizada para implementar o Plano Naval ou reforçar os meios navais por outra forma.

 

Por Portugal não se ter declarado neutro os seus navios mercantes foram alvos electivos dos submarinos alemães, que os alvejaram a tiro de canhão ou os afundaram a torpedo. Esta posição indefinida fez perder as prerrogativas que uma neutralidade lhe oferecia ao abrigo do direito internacional, nomeadamente à defesa das rotas marítimas com as colónias. Para Portugal uma declaração de neutralidade já seria um caso único, uma vez que já tinha declarado anteriormente a neutralidade no conflito da Guerra de Cuba, em 1898, entre os Estados Unidos e a Espanha, mas assumiu erradamente ter a possibilidade de usufruir na posição de "não beligerante" com o usufruto desses mesmos direitos.

 

Até Fevereiro de 1916 os governos portugueses esperavam salvaguardar o espaço territorial das suas águas com a posição de não-beligerante, que para a Alemanha não tinha o significado de neutralidade, reforçada na confiança que depositava na superioridade da marinha de guerra britânica.

 

Até à Declaração de Guerra por parte da Alemanha, Portugal apresentava a seguinte política de não beligerância, que não era mais do que a aplicação dos pressupostos de actuação publicados no Decreto publicado em 29 de Abril de 1898, quando da declaração de neutralidade no conflito da Guerra de Cuba:


     •     #1: As embarcações de guerra de qualquer das potências beligerantes não praticariam dentro dos portos e águas de Portugal, acto algum de hostilidade contra embarcações ou nacionais de qualquer outra potência, mesmo daquela com a qual estejam em guerra;


     •     #2: Nos mesmos portos e águas as referidas embarcações não poderiam aumentar a sua tripulação, alistando marinheiros súbditos (ou cidadãos) de qualquer nação, ainda mesmo daquela a que pertencessem as embarcações;


     •     #3: Era igualmente proibido às mesmas embarcações aumentarem nos mencionados portos e águas o número, ou calibre do seu armamento e receber a bordo armas portáteis ou munições de guerra. 


Em Fevereiro de 1916, a Marinha de Guerra consubstanciou a intervenção activa no teatro europeu da Grande Guerra, a sua organização e comando foi entregue ao Comandante Leote do Rego.

 

O Comandante Leote do Rego foi um homem de grandes qualidades de comando e que sobrepondo-se às questões políticas que eram transversais no período, dominou o comando da Marinha de Guerra e se fez cercar pelos melhores colaboradores. Foi o mentor da organização da Defesa Naval e com o seu espírito combativo conseguiu converter a Marinha de Guerra, num dos principais pilares da defesa nacional, incluindo o reforço defensivo terrestre com a sua participação no sistema defensivo do Campo Entrincheirado de Lisboa.

A Defesa da Costa Marítima de Portugal Continental e Ilhas

Capitão-de-fragata Jaime Daniel Leote do Rego

Leote do Rego acreditava que a Marinha portuguesa devia ser autónoma na capacidade de concretizar as acções de guerra, tendo para isso formado equipagens nacionais na especialização de barragens e rocega de minas, com o auxílio de uma equipa de três técnicos ingleses liderados pelo Vice-almirante William de Salis, que as capacitou a efectuarem os serviços barragens e rocega de minas de forma independente. A sua força e capacidade de comando impôs uma independência total do comando da defesa naval nacional do comando naval britânico, sem nunca se ter questionado o bom relacionamento e cooperação coma Marinha britânica. Manteve-se à frente dos destinos da Marinha de Guerra até ao movimento revolucionário de 5 de Dezembro de 1917, chefiado por Sidónio Pais, data em que foi exonerado.

 

A Divisão Naval foi extinta e todos os serviços de defesa marítima do Continente e Ilhas passaram para a Majoria General da Armada, sob o comando do Capitão-de-mar-e-guerra Júlio Galis, com a denominação Major General da Armada. Não existiram grandes diferenças na condução da acção da Marinha de Guerra, tendo-se continuado a mesma orientação seguida na Divisão Naval.

 

 

A Base Naval de Lisboa

 

A Base Naval de Lisboa compreendia, para além dos serviços centrais administrativos, a Divisão Naval e Aviação Naval e a Superintendência do Serviço Naval de Defesa Marítima, criada por decreto de 17 de Abril de 1916, à qual competia a defesa da Barra de Lisboa por intermédio dos seguintes organismos: Barragens, Pilotagem, Submarinos, Lança-minas, Batarias de Costa e Postos de Vigilância. Em Dezembro de 1917 foi adicionado mais um serviço, o Serviço de Fiscalização das Docas, chefiado  pelo Capitão-de-fragata Moreira Rato.

 

O Serviço de Barragens - Componha-se de duas linhas de barragem anti-submarina, uma externa sob a supervisão do Vice-almirante inglês William de Salis e uma interna sob supervisão da Divisão Naval.

 

O Serviço de Patrulhas - Compreendia as Patrulhas de Alto-mar, que também prestavam escolta aos comboios à navegação entre o Continente, Ilhas Adjacentes e Cabo Verde e as Patrulhas Auxiliares. No Funchal costumava permanecer fundeada uma patrulha de alto-mar para aquele efeito.

 

O Serviço de Vigilância - Na barra de Lisboa o serviço de vigilância era permanente, de dia e de noite, feito por dois grupos de patrulhas distribuídos por duas zonas: a zona Norte da Barra – Cascais, Cabo Raso e Cabo da Roca – e a zona Sul – Espichel e Sesimbra. De início as patrulhas estavam organizadas em 3 Divisões, servindo de divisionários os contratorpedeiros “NRP Guadiana” e “NRP Douro” que depois passaram ao serviço de comboios para França, e a canhoneira “NRP Limpôpo”.  As patrulhas eram constituídas por um grupo de combate de dois navios, geralmente vapores de pesca mobilizados, navegando normalmente à distância de 400 metros, que se rendiam no mar de três em três dias, e cujo serviço era regulado por instruções muito meticulosas provenientes do comando da Divisão Naval. Os patrulhas auxiliares foram utilizados inicialmente para a patrulha do triângulo delimitado entre a Barra do Tejo, Cascais e Belém. Mais tarde o serviço de vigilância foi estendido à zona entre o Cabo Raso e Setúbal.

 

O Serviço de Dragagem de Minas - Desde a Declaração de Guerra da Alemanha que a contra-espionagem inglesa informava que estavam a ser lançadas minas na foz do Tejo, por submarinos e navios mercantes neutros a soldo dos alemães. A partir de Abril de 1916 iniciou-se o serviço de rocega de minas. O processo era formado por dois caça-minas "em parelha".

 

O Serviço de Lançamento de Minas - O Campo Entrincheirado em 1916 não dispunha de meios suficientes para garantir o lançamento de minas, "Torpedos Fixos", com o vapor "Mineiro", pelo que em Maio de 1916 incorporou o "NRP Sado", antigo "Pluto" como lança-minas. Este podia fundear 180 minas por hora numa linha de 4,5 milhas, distanciadas de 400 metros. O serviço não se manteve permanente durante a Grande Guerra, tendo inclusivamente terminado em Setembro de 1918, quando o "NRP Sado" passou para a Marinha Mercante.

 

Competia, ainda, à Marinha o complemento naval do sistema de defesa do Campo Entrincheirado de Lisboa, que no mar era composto pelo cruzador "NRP Vasco da Gama", que funcionava como uma bateria flutuante, contra ataques marítimo. Em complemento a esta unidade naval existia o apoio do Serviço de Torpedos Fixos (minas marítimas) e a esquadrilha de torpedeiros composta por quatro navios rápidos de superfície. Em parte a função defensiva dos torpedeiros foi substituída em 1917 pela esquadrilha de submersíveis. 

Esquadrilha de Torpedeiros

 

A Esquadrilha de Torpedeiros tinha dois tipos de navios de modelos muito parecidos, uma vez que todos foram construídos nos mesmos estaleiros Yarrow, em Inglaterra e quase de seguida.

 

O torpedeiro "N.º 1", anteriormente designado "Espadarte" antes da aquisição do submarino que veio a receber este nome, tinha 36m, um deslocamento de 54T derivado de um motor de 700hp, velocidade máxima de 19 nós, uma tripulação de 20 homens e um armamento de 2 metralhadoras e dois tubos lança-torpedos. Os torpedeiros "N.º 2", "N.º 3" e "N.º 4", tinham apenas a diferença de terem um deslocamento de 66T, e uma tripulação de 22 homens.

 

Esquadrilha de Submarinos

 

A Esquadrilha de Submarinos também apresentava dois tipos de submersíveis, o "NRP Espadarte" (E), com um comprimento de 45m, um deslocamento à superfície de 245t e um deslocamento de 300t em imersão, uma velocidade de 14 nós à superfície e 8 nós em imersão, uma tripulação de 21 homens e um armamento de 2 tubos lança-torpedos com 4 torpedos. os outros três submarinos, referidos como classe "Foca", o "NRP Foca" (F), "NRP Golfinho" (G) e "NRP Hidra" (H), apresentavam apenas uma diferença na capacidade de deslocamento.

 

Estes submersíveis apresentavam uma capacidade de imersão até 40m de profundidade.  Os submersíveis executavam patrulhas de três dias, estando um submarino em patrulha de cada vez. O "NRP Espadarte" não participou nesta escala de patrulhas uma vez que teve de entrar em reparação prolongada no Arsenal da Marinha durante o ano de 1918. Cada cruzeiro de vigilância durava em média 80 horas, com três períodos de imersão, com uma duração total de 25 horas, navegando cerca de 110 milhas à superfície e 45 milhas em imersão.(2)

 

As patrulhas auxiliares eram constituídas por gasolinas tripulados por pessoal da secção de A. D. M. e que foram empregues de começo, e durante um certo tempo, na barra entre Cascais e Belém. Mais tarde, foi estabelecido um serviço de assistência a pescadores, prestado por pequenos vapores armados, na zona entre o Cabo Raso e Setúbal. Acrescia a existência de um navio de vigilância junto das barragens interiores, de caldeiras acesas e pronto a largar a amarra por mão em caso de urgência, que também tinha por missão fiscalizar os navios em trânsito.   

O principal perigo advinha dos submarinos (cruzadores ou lança-minas). Os navios da Divisão Naval não cessaram de rocegar minas todos os dias e na vésperas de saída de qualquer navio, em especial dos que conduziam tropas para França, existia um redobrar do trabalho. Por bastantes ocasiões as autoridades marítimas interceptaram radiogramas enviados para Espanha, nas vésperas de transporte de tropas.



A infra-estrutura da Base Naval de Lisboa


Quando se iniciou a Primeira Grande Guerra em Agosto de 1914, em Portugal não existia um local que concentrasse todas as funções de uma Base Naval, encontrando-se as instalações dispersas por vários pontos das duas margens do rio Tejo. A Principal instalação o Arsenal da Marinha de Lisboa e a Doca da Marinha de Lisboa, ficavam ambas juntas do Terreiro do Paço.


Nestas mesmas instalações ficava a Intendência da Marinha de Lisboa e a Escola Naval. Aí se fazia a construção e reparação de navios e ainda se encontrava instalado um observatório astrólogo. Era nas instalaçõull  es do Arsenal da Marinha de Lisboa que se encontrava a sala de desenho dos navios, a chamada Sala do Risco, que veio a sofrer um grava incêndio em 1916, sobre o qual ficaram grandes suspeitas de terem sido resultado de uma sabotagem provocada por espiões alemães.

No Arsenal da Marinha foi lançado à água o primeiro navio de guerra da República, a canhoneira "NRP Beira" em 1910, e construído o último navio de guerra, a canhoneira "NRP Diu", em 1928. Com o final da Grande Guerra, Portugal utilizou parte das indemnizações pagas pela Alemanha para a construção de um Base Naval no Alfeite, para onde começaram a passar a Intendência da Marinha de Lisboa e a Escola Naval, a partir de 1928, tendo ficado esta Base Naval totalmente operacional em 1937.


A montante da Doca do Arsenal de Lisboa, na margem esquerda do Tejo, em Vale de Zebro, encontrava-se a Doca dos Torpedeiros, a jusante da Doca do Arsenal de Lisboa o Quartel do Corpo de Marinheiros em Alcântara e a Escola de Torpedos Fixos e Electricidade da Marinha em Paço de Arcos. Em conjunto, o Arsenal da Marinha, a Doca da Marinha de Lisboa, a Doca dos Torpedeiros, o Quartel da Marinha e a Escola de Torpedos Fixos constituíam a Base Naval de Lisboa.

Durante o conflito foram estabelecidas duas estações navais no Tejo, a Estação de Submersíveis da Doca de Belém, para albergar os submarinos, e a Estação de Aviação Naval do Bom Sucesso, também em Belém, para albergar os hidroaviões da Marinha.

Estação Naval de Leixões (Porto)


A defesa da Barra do Douro e de Leixões foi iniciada em 12 de Março de 1916 pelo Chefe do Departamento Marítimo do Norte, Capitão de Mar e Guerra Cunha Lima, e consistia numa barragem de rede metálica à entrada do porto de Leixões, uma peça e um projector no Extremo do molhe Sul do mesmo porto. As redes anti-torpedo utilizadas foram do tipo Bullivan10. As redes eram fixas numa ponta no molhe norte e móveis na outra através de um rebocador.


Em Fevereiro de 1917, como os franceses reconhecessem a vantagem de se estabelecer em Leixões uma Base de abastecimentos para os seus navios em trânsito, protegendo a navegação aliada no Atlântico, e por acordo realizado entre os dois Governos, foi estabelecida uma Base Naval Francesa em Leixões.


Ao mesmo tempo, intensificavam-se os meios de defesa daquela zona marítima que ficaram constituídos por: uma peça de artilharia S.C.t.r. 150mm/45 ao Norte de Leixões (Rodão); uma bateria de 2 peças A. 150mm/28 ao Sul do Douro (Lavadores); uma peça de artilharia S.C.t.r. 100mm/45, com projector, no molhe Sul de Leixões; uma rede metálica móvel, à entrada do porto de Leixões; canais dragados de minas, e determinados segundo enfiamentos em terra, para darem com segurança acesso ao porto de Leixões e à barra. As batarias em terra eram apoiadas por holofotes e um sistema de vigilância ligado por telefone. Existia ainda uma flotilha de barcos-patrulha formada por quatro vapores requisitados armados de cargas de profundidade e peças de 37mm11.


A rocega das minas era feita pelos vapores “NRP Açor” e “NRP Margarida Victóull  ria” ( 1.º Tenente Gagean e 2.º Tenente Botelheiro ) que trabalhavam separadamente empregando o sistema Ronarc'h, dos quais, de começo, só um era armado com uma insignificante peça de 37mm que apenas servia para o afundamento das minas rocegadas. É com este fraco armamento que teriam de se defender em qualquer possível encontro com um submarino inimigo, principalmente quando estes navios eram empregues em serviço de escolta a navios mercantes.


Em Setembro de 1917 encontrava-se montada a Base Naval Francesa de Leixões que se instalou junto do no Posto de Desinfecção, sob o comando do Capitão-de-fragata René Nielly, tendo como subalternos, um 1.º Tenente, um médico, um engenheiro naval e dois comissários.


No mar, dispunham os franceses de 6 patrulhas armados com peças de 75mm e TSF –  chalutiers – :“CYCLONEN”, “FUCHNO”, “HORTENSIA”, “MEDOC”, “MIMOSA” e “PETUNIA”, e de duas traineiras, “GREVETTE” e “PIEUVRE”.


Estes navios prestaram serviços de patrulha, patrulhando até à altura do Cabo Finisterra (Norte da Galiza, Espanha), ponto preferido dos submarinos alemães para atacar a navegação aliada. A Marinha portuguesa não conseguia acompanhar sistematicamente estes patrulhas franceses em mares espanhóis devido à falta de meios para defesa dos portos e carência de TSF nos caça-minas. As operações de patrulha a partir da Estação Naval de Leixões estavam subordinadas ao comando do Centro de Aviação Francesa de Aveiro.



A apreensão dos navios neutros em águas nacionais por navios que não eram portugueses, tornou-se assunto de solução melindrosa, mas que sempre foi resolvido com tacto e bom entendimento entre as nossas autoridades navais e as francesas. O Governo francês agraciou alguns dos nossos oficiais e o Governo português alguns oficiais franceses que cooperaram nos serviços desta Estação Naval.


















Capitão-de-Fragata Mariano da Silva

Chefe do Departemento Marítimo do Norte



Estação Naval de Lagos (Algarve)

e a Esquadrilha Fiscal de Costa do Algarve


O Algarve foi lesado economicamente com a guerra. Junto ao mar, podiam observar as manobras dos navios de guerra aliados que combatiam a presença de submarinos alemães por essas paragens5. O Algarve e todo o resto do país sofreu durante o período da guerra uma queda nas importações, que provocaram a carência de matérias-primas, de combustíveis e essencialmente alimentos. Entre 1915 e 1915, o Algarve foi forçado a importar bens de Espanha, de Marrocos e inclusivamente de Gibraltar9.


Na época houve suspeitas de alguns pescadores algarvios manterem relações comerciais com os alemães e que existiam alguns indivíduos que afirmavam ser portugueses e de outras nacionalidades, residentes na província do Algarve, que forneciam géneros alimentícios para provimento de submarinos inimigos nas costas do Algarve6.


Em Portimão, em Lagos e em Tavira durante a guerra a iluminação pública junto ao mar foi reduzida, no propósito de acautelar qualquer ataque dos submarinos alemães7.


Para defesa das águas algarvias encontrava-se uma Força Naval estacionada em Faro e mais tarde, a pedido do Ministro da Marinha Vítor Hugo de Azevedo Coutinho a Governo francês, começou-se a preparar a instalação de uma estação aeronaval francesa (Ilha da Culatra), para estacionar uma esquadrilha de 6 hidroaviões, tal como existia uma outra em Aveiro, mas que não ficou pronta antes do final do conflito8.


Esta Estação Naval destinava-se apenas a abrigar os navios da Força Naval que estava destacada para a zona do Algarve, em missão de controlo e vigilância. Esta apresentava uma capacidade limitada para efectuar reparações, tendo os navios desta Estação Naval de se deslocar para o Arsenal da Marinha em Lisboa ou para a Base Naval Britânica em Gibraltar para efectuar as grandes reparações.


Esta Esquadrilha, com sede em Lagos, acumulou durante a guerra as funções de fiscalização da pesca com as de vigilância militar no mar. Dela fizeram parte a canhoneira “NRP Lúrio”, o rebocador “NRP Lidador”, a lancha-canhoneira “NRP Rio Minho”, o lança-minas “NRP Vulcano” e o patrulha auxiliar "NRP Carregado”. O caça-minas “NRP Galeo”, que não dependia da Esquadrilha Fiscal de Costa, mas da Divisão Naval, também se encontrava nas águas do Algarve, para colaboração com os franceses e ingleses, patrulhando a costa algarvia entre o Cabo de S. Vicente e Lagos.


Em 1917, quando se intensificou a guerra submarina, após declaração da guerra submarina total, os franceses e os ingleses colocaram permanentemente na zona do Cabo de S. Vicente duas esquadrilhas que se rendiam de seis em seis dias. A esquadrilha francesa que tinha a sua base naval em Casa Blanca (Marrocos), compunha-se dos submarinos “Ampére” e “Papin” e de um caça-minas, e a inglesa com base naval em Gibraltar, composta por um cruzador auxiliar e dois torpedeiros, que costumava permanecer na enseada da Baleeira junto de Sagres. O caça-minas "NRP Galeo" colaborava, regularmente e alternadamente, com estas duas esquadrilhas.


Só num dia, em 24 de Abril de 1917, o submarino U35  comandado por  Lothar von Arnauld de la Perière, afundou quatro navios ao largo de Sagres, o "Nordsoen" dinamarquês, o "Bien Aime Prof. Luigi" italiano, o "Torvore"  e o "Wilhelm Krag ambos noruegueses, e ainda, danificou o "Triana" espanhol no dia 27 de Abril.



Afundamentos na zona de guerra do Algarve


Ano 1916


28/10/1916     Torsdal,    25 milhas SE Cabo S. Vicente, Vapor Inglês 3574 T. Afundado pelo U-63(1) (2)


28/10/1916     Lenao,     30 milhas Cabo S. Vicente, Vapor Filipino 692 T. Afundado por um submarino (6)


28/10/1916     Rio Pirahy,     60 milhas S Cabo S. Vicente, Vapor Inglês 3561 T. Afundado pelo U-63 (3) (2)


28/10/1916     Selene,     SE Cabo S. Vicente, Vapor Italiano 3955 T. Afundado pelo U-63 (2)


29/10/1916     Marquis Bacquehem,    N36.17'  W08.30',  Vapor Inglês 4396 T. Afundado pelo U-32 (3) (2)


08/12/1916     Britannia,     N37.18' W10.29', Vapor Ingês 1814 T. Navio mercante armado, afundado pelo U-38 (3) (2)




Ano 1917


03/01/1917     Capricieuse,     14 milhas W Cabo S. Vicente, Goleta Francesa Afundado pelo UC-37 (4) (5)


03/01/1917     Fama,     N36.32' W08.43',  Vapor Norueguês 2417 T. Afundado pelo UC-37 (4) (7) (5) (8)


04/01/1917     Liberte,     Ao largo Cabo S. Vicente Embarcação Francesa. Afundado pelo UC-37 (4)


04/01/1917     Luigi Ciampa,     A SW da costa de Espanha, Vapor Italiano. Afundado pelo UC-37 (4) (5)


04/01/1917     Seemel,     N36.32' W08 09', Embarcação Russa. Afundado pelo UC-37(4)


16/02/1917     Rose Dorothea,     N36.50' W08.25', Veleiro Inglês 147 T. Afundado pelo U-21 (3) (2)


16/02/1917     Mayola,     50 milhas SE por E Cabo S. Vicente, Veleiro Inglês 146 T. Afundado pelo U-21( 3) (2)


18/02/1917     Thomas(SV),      40 milhas SE Cabo S. Vicente, Veleiro Inglês 132 T. Afundado pelo UC-27 (3) (2)


17/03/1917     Victoria,     SE Cabo S. Vicente, Vapor Sueco 1271 T.  Afundado pelo UC-67 (2) (9)


24/04/1917     Nordsoen,     N37.02' W08.54', Vapor Dinamarquês 1055 T. Afundado pelo U-35 (10) (11)


24/04/1917     Torvore,     N37.02' W08.54', Vapor Norueguês 1800 T. Afundado pelo U-35 (1) (11) (24)


24/04/1917     Wilhelm Krag,     N37.03' W08.44', Vapor Dinamarquês 3716T. Afundado pelo U-35 (10) (11)


24/04/1917     Bienaim  Prof. Luigi,     N36.53' W09.10', Veleiro Italiano 265 T. Afundado pelo U-35 (10) (2)


27/04/1917     Triana,      A Sul de S. Vicente, Embarcação Espanhola. Danificada pelo Submarino U-35.


25/05/1917     Magnus Manson,     N36.50' W09.45', Escuna EUA 1751 T. Afundada pelo UC-73 (6) (2)



Ano 1918


13/07/1918     Badagri,     Ao largo do Cabo S. Vicente, Vapor Inglês 2956 T. Afundado pelo U-91 (1) (2)




Fontes de informação sobre os afundamentos:


1 - http://www.theshipslist.com/ - projecto de pesquisa de ascendentes e listas de passageiros



2 - http://www.uboat.net - projecto de pesquisa histórica sobre todo o tipo de informação relaciondos com os submarinos alemães durante a I e II guerra mundial


3 - http://www.naval-history.net/ - projecto de pesquisa e arquivo sobre a história naval mundial



4 - Diário de bordo (KTB) do UC-37 - microfilme 86 do documento T1022 do arquivo do NORA (EUA)



5 - Arquivo geral da Marinha Portuguesa - Relatórios da Capitania de Lagos 1918 e 1919



6 - American Merchant Marine at War - http://www.usmm.org/ww1merchant.html


7 - HOCKING, Charles - Dictionary of Disasters at Sea During the Age of Steam - 1824-1962, Lloys's Register of Shipping, London, 1969


8 - http://www.skipet.no/ - website da Sociedade Historica Maritima da Noruega


9 - http://www.mareud.com/WW_Losses/ww1/shiplist_wwI.htm - World War I Swedish Ship Losses


10 - "Em busca da história" - suplemento do número de Novembro de 2005 da revista Planeta D'Água - Paulo Costa


11 - Diário de bordo (KTB) do U-35 - microfilme 26 e 27 do documento T1022 do arquivo do NORA (EUA)


Bombardeamentos de Submarinos a Terra


O verão de 1917 foi particularmente difícil para os portugueses, uma vez que os ataques de submarinos alemães eram constantes. O próprio Ministro da Marinha comunicou ao parlamento portuguêull  s, no dia 4 de Julho de 1917, que um submarino alemão tinha disparado vários tiros para alvos na cidade de Lisboa, tendo provocado pelo menos uma morte e um elevado prejuízo material.



Colaboração Civil com os Submarinos Alemães


Durante a Grande Guerra de 1914-1918 ocorreram muitos combates nas costas portuguesas, mas junto a Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos acontecia uma concentração de aparições de submarinos alemães que atacavam as embarcações que por lá circulavam e que causavam pânico às populações. No momento, enquanto que por todo a faixa costeira se verificava uma autêntica caça aos submarinos alemães, em Esposende ocorriam episóull  dios verdadeiramente inaceitáveis enquanto país aliado, uma vez que a este lugar iam vários submarinos alemães secretamente abastecer-se.


Quando se tornou publico que tal situação estava a ocorrer em Esposende, de imediato as autoridades portuguesas resolveram averiguar a veracidade dos factos, tendo o próprio Governador Civil de Braga, José Feria Dordio Teotónio, se deslocado pessoalmente a Esposende. Depois de efectuadas várias averiguações o Governador Civil confirmou o facto que os submarinos alemães estavam a ser abastecidos em Esposende.Este acontecimento foi noticiado na época, tendo por exemplo sido divulgado no jornal “Gazeta de Braga”, de 13 de Maio de 1917, onde refere que: “O snr. Governador civil d'este distrito, tendo ido a Espozende inquirir do facto de serem por ali abastecidos os submarinos alemães, chegou áull   conclusão de que o facto é verdadeiro…”.


O Governador Civil de Braga tomou de imediato providências e comunicou ao Ministro do Interior esta grave ocorrência, tendo o Governo decidido aumentar a vigilância junto a Esposende, por forma a impedir que mais submarinos alemães ali se fossem abastecer12.


Outra situação identificada aconteceu no Algarve, onde alguns pescadores algarvios foram identificados como suspeitos de manterem relações comerciais com os submarinos alemães que por ali passavam. Foi ainda verificado ser verdade que havia indivíduos que afirmavam serem portugueses e outros de outras nacionalidades mas residentes no Algarve, que forneciam géneros alimentares para provimento de submarinos alemães que passavam pelas costas algarvias em 191713.



Estação Naval de Ponta Delgada (Açores)


1917

Desde 28 de Junho que o submarino U-155, comandado por Karl Meusel, se encontrava nos mares dos Açores. A 30 de Junho afundou o navios noruegueses "Benguela" e "Siraa".  


30 Junho 1917      Benguela      4,612 T

30 Junho 1917      Siraa             1,938 T


A 4 de Julho de 1917, de madrugada, o submarino alemão U155 surgiu em frente a Ponta Delgada e disparou oito granadas de 105mm sobre a cidade. Duas granadas caíram na Canada do Pilar, no lugar da Fajã de Cima, matando um civil e ferindo quatro outros, derrubando várias casas e originando, ainda diversos outros prejuízo, outra granada caiu num cerrado, na Fajã de Baixo, fazendo estragos sobre uma habitação e outras na Serra Gorda, Arribanas, Pau Amarelo e em São Gonçalo, num total de 8 tiros.


Na baía de Ponta Delgada encontravam-se cinco navios estrangeiros, entre os quais o navio de transporte de carvão americano "Orion", que estava equipado com 4 peçull  as de artilharia e que abriu fogo, em apoio ao fogo de artilharia que vinha da Bateria de Costa instalada na Mãe de Deus, contra o submarino alemão, que mergulhou e se afastou da costa. Por volta das 7 da manhã chegou ao porto de Ponta Delgada o navio paquete italiano "Napoli" vindo de Nova Iorque, para se abastecer de carvão sem ter avistado o submarino.


Entretanto o submarino U-155 dirigiu-se para o mar da Madeira, tendo atacado no caminho o navio de carga "Coblenz" danificando-o mas não o afundou.


Decorridos vários dias, a 18 de Julho apareceu de novo o submarino U-155, que entre 18 e 21, fez caça nas  águas dos Açores, tendo afundado os navios noruegueses "Ellen" e "Hanseat", o navio italiano "Doris", o navio americano "John Twohy" e o navio britânico "Willena Gertrude".


18 Julho 1917     Ellen                         3,877 T

20 Julho 1917     Hanseat                    3,358 T

21 Julho 1917     Doris                         1,355 T

21 Julho 1917     John Twohy              1,019 T

21 Julho 1917     Willena Gertrude      317 T


No porto de Ponta Delgada encontrava-se o rebocador "Furnas" fazia a patrulha da costa,  apoio a navios avariados e recolha de náufragos, assim como o navio "Mormugão", o ex-navio alemão "Kommodore", da Deutsch Ost-Afrika Linie, Hamburgo., 1910/1916, que se encontrava surto na Índia, em Fevereiro de 1916 e que apoiava os transportes no arquipélago.


Em 25 de Julho de 1917 chegaram à ilha de São Miguel cinco "destroyers" (contratorpedeiros)  dos Estados Unidos, na sequência do ataque do submarino alemão a 4 de Julho, para patrulhar aquela zona do Atlântico. É neste contexto que se dá o primeiro acordo militar português com os Estados Unidos.


Foi o cônsul dos Estados Unidos em Ponta Delgada, em 24 de Agosto de 1917, que comunicou ao Governo português a vontade de instalar naquele local uma base naval para defesa dos navios surtos naquele porto.   Portugal respondeu a sua aceitação ao Embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Coronel Thomas N. Birch, a 30 de Outubro de 1917, acrescentando à autorização da instalação da base naval outras facilidades logísticas.


Em 17 de Novembro o ministro norte-americano em Lisboa pede autorização para o desembarque em Ponta Delgada do Almirante Dunn, de três oficiais e de cinquenta marinheiros. Além da Base Naval as “facilidades” pedidas destinavam-se a isentar de direitos alfandegários os materiais “exclusivamente utilizados para objectivos navais e a conceder à marinha americana pela duração da guerra, tais facilidades em terra e tais privilégios marítimos, que a campanha contra os submarinos fosse o mais possível eficiente.”


Assinale-se ainda que em 18 de Novembro é apresentado um pedido pelo ministro americano em Lisboa para se estabelecer uma companhia de aviação nos Açores composta de noventa marinheiros.


O governo português assentiu a 21 Novembro. Em 30 de Novembro pergunta o ministro americano se o governo português estaria disposto a dar ordens às autoridades dos Açores para cooperarem nas operações defensivas com as forças sob comando do Almirante Dunn. Respondeu-se afirmativamente.


As facilidades oferecidas aos aliados pelo Governo português durante a Grande Guerra, no arquipélago dos Açores foram o fornecimento de dados meteorológicos, de carvão, abastecimentos, abrigo e reparação de navios nos portos, acesso ao cabo de comunicações submarino alemão que se encontrava amarrado na ilha Horta, autorização para o estabelecimento de um posto TSF inglês no lugar das Feteiras, na ilha de São Miguel e a autorização do estabelecimento de uma base naval dos Estados Unidos em Ponta Delgada, ilha de são Miguel. A permanência da Base Naval americana terminou logo após o fim dos trabalhos da Conferência de Paris, em Setembro de 1919.(1)


1918


Em 14 de Outubro de 1918, o U-139, comandado pelo Comandante Lothar von Arnauld de la Perière, afundou o navio de guerra "NRP Augusto Castilho", perto dos Açores.



Estação Naval do Funchal (Madeira)


A defesa marítima da Ilha da Madeira estava a cargo do capitão do porto do Funchal, o capitão-de-fragata Sales Henriques.


Os meios permanentes encontravam-se limitados a 3 navios patrulhas, iates requisitados e armados, cada um,  com uma peça em caça de 47mm, "NRP Dory", "NRP Dekade I" e "NRP Mariano de Carvalho", e um gasolina armado com um canhão-revólver, cujas guarnições eram mistas. Para este serviço o porto do Funchal tinha um destacamento de 20 praças.



Estação Naval de São Vicente (Cabo Verde)


Na época a maior parte dos navios utilizavam carvão como combustível, o que transformou o porto de São Vicente num dos principais depósitos de hulha negra do Atlântico Sul. Estes depósitos eram pertença de firmas inglesas que aí se tinham estabelecido, em muito porque o porto de S. Vicente alojava uma Estação Naval Britânica de apoio à sua Esquadra do Atlântico Sul.


Em 1916 foi instalado um posto de TSF na Cidade da Praia, que tinha por missão apoiar as comunicações portuguesas com as colónias e as comunicações militares da Esquadra Britânica do Atlântico Sul.


Também eram muito importantes as instalações de amarração do cabo submarino (Mindelo), também pertença de firmas inglesas, e que era o nó de todas as comunicações intercontinentais do Hemisfério Sul. Estas duas valências, Estação naval britânica e a estação dos cabos submarinos tornavam a Ilha de São Vicente num alvo estratégico para os submarinos alemães.



Presença Naval em Moçambique


Em 1914 já não se encontrava constituída uma Divisão Naval para a defesa das águas de Moçambique, mas apenas permaneciam nesta Província uma pequena força naval: no mar apenas a canhoneira "NRP Chaimite" e no rio Zambeze as lanchas-canhoneiras "NRP Sena" e "NRP Tete", que faziam parte da marinha colonial.


Em Março de 1917 a esquadrilha do rio Zambeze passou a ser constituída pelas lanchas-canhoneiras "NRP Salvador", comandada pelo 1º Tenente Jerónimo de Bivar, e a "NRP Zanha", comandada pelo 1º Tenente Birne. Estas prestaram serviços relevantes assistindo os colonos contra os revoltosos de Barué, em Abril de 1917, escoltando navios no rio e inclusivamente participaram na tomada de Massangano, último reduto dos indígenas revoltosos. À data da revolta indígena no Barué, a lancha-canhoneira "NRP Sena" já não se encontrava em condições de navegar e a "NRP Tete", em 20 de Fevereiro de 1917 tinha sido destruída por uma explosão na caldeira, vitimou o seu comandante, o 2º Tenente Mário de Sena Barcelos Nascimento. Ficou a suspeita de se tratar de um acto de sabotagem efectuado por alemães, ou indígenas simpatizantes dos alemães, ao ter sido introduzido uma bomba entre a lenha que a lancha-canhoneira queimava.


O cruzador "NRP Adamastor", comandado pelo Capitão-tenente Freitas Ribeiro, que em 13 de Dezembro de 1915 tinha zarpado de Lisboa com a missão de se dirigir para a Índia, mas foi apanhado no porto de Lourenço Marques (Moçambique) em Fevereiro de 1916, quando se deu a ordem geral de arresto de todos os navios alemães surtos em portos portugueses. Ficou em Moçambique durante todo o período de guerra, tendo efectuado inúmeras missões, com destaque para a missão no Rovuma, e percorrido toda a consta do Íull  ndico Afircano,desde Durban a Zanzibar.


A Missão no rio Rovuma, no norte de Moçambique, deu-se em Maio de 1916 em conjunto com a canhoneira "NRP Chaimite", tendo-se tornado um dos mais importantes acontecimentos da campanha naval portuguesa nesta província.


Em Abril de 1917, o "NRP Adamastor" encontrava-se fundeado em Lourenço Marques para reparações, com toda a sua guarnição em terra, sem chaminés, nem caldeira. Foi então que o Governo Geral de Moçambique solicitou o auxílio ao comandante do "NRP Adamastor" no combate à revolta de Barué, que prontamente forneceu do seu equipamento uma peça de 47mm, uma metralhadora de 7,5mm e as munições necessárias, e ainda, parte da guarnição que se ofereceu voluntária para combater a revolta. Foi só em 1919 que o cruzador regressou a Lisboa.(3)


Links


Submarinos alemães WWI

Casa furness - horta (schaurburg) http://naviosenavegadores.blogspot.com/search?q=mormug%C3%A3o

http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article54996&ak=1

http://antigamente1900.blogspot.com/search/label/Cabo%20Verde

http://audaces.blogs.sapo.pt/2493.html

http://ship-spotting-in-faial.blogspot.com/2008_12_01_archive.html

http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=4469

http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2011/03/arsenal-da-marinha.html


Notas


1- Ferreira(2003), pp. 6-12.

2- Canas(2009), 47-48.

3- Martins(1934), pp. 304-310.

4- Martins(1934), p. 284.

5- "Em águas portuguesas", "O Algarve", n.º 429 13/06/1915 e "O Primeiro de Maio", n.º 188, 9/11/1916.

6- AH Municipal  de Tavira, Livro de Correspondência Recebida, "Ofício ao Administrador do Concelho de Tavira", n.º 12, Faro, 08/06/1917, Pasta SC:B/SSC:A/SR:00158(1917)

7- "O Heraldo", n.º 363, 7/01/1917 e "A Voz do Sul", n.ºull   19, 11/02/1917, p.4.

8- Henrique Alexandre da Fonseca, "A marinha no Algarve na I Grande Guerra", Anais do Município de Faro, XXV, 1995, p.116.

9- Em 24 de Agosto de 1917, o Governador Civil autorizou ao administrador de Olhãull  o a aquisição de 30 sacas de farinha fina vindas de Gibraltar para serem entregues em Loulé, (Inventário do Governo Civil, 1915-1918: p,138A, AH Municipal de Olhão

10- Telo(1999), p.265

11- Telo(1999), p.265

12- Esta informação foi retirada do artigo de Joaquim Gomes, no Correio do Minho, de 2012/11/05, "Na I Guerra Mundial: submarinos alemães abasteciam em Esposende. (retirado em 24/08/2013)

13- Catálogo da exposição "José Mendes Cabeçadas Júnior e a Primeira República no Algarve", pág. 203. AHMT. Livro de Correspondência Recebida, "Ofício ao Administrador do Concelho de Tavira", n.º12, Faro, 08/06/11917. Pasta SC:B/SSC:A/SR:00158(1917).



Bibliografia


Fraga, Luís Alves de (2010), "Do Intervencionismo ao Sidonismo, Os dois segmentos da política de guerra na 1.ª República

- 1916-1918", Coimbra, 1ª ed., Imprensa da Universidade de Coimbra, (ISBN: 978-989-26-0034-5)


Ferreira, José Medeiros (2003), Portugal e os EUA nas duas Guerras Mundiais: A Procura do Plano Bi-Lateral", Colecção:

Cadernos Navais, Lisboa, 1ª ed., Edições Culturais da Marinha, (ISBN:972-8004-67-2)


Canas, António (2009), "Os submarinos em Portugal 1913-2008", Lisboa, 1ª ed., Prefácio, (ISBN: 978-989-652-025-0)


Martins, Ferreira (1934), "Portugal na Grande Guerra", Vol. II, Lisboa, 1ºull   ed., Empresa Editorial Ática


Telo, António José (1999), "Homens, Doutrinas e Organização 1824-1974, (Tomo I), Lisboa, Academia de Marinha,

(ISBN: 972-781-007-1)

Torpedeiro N 1 no Tejo

Docas do Arsenal da Marinha, junto ao Terreiro do Paço, Lisboa

Docas do Arsenal da Marinha, vista aérea, Lisboa

Sala do Risco antes do incêndio de 1916

A Fragata Paciência encontrava-se no interior da Sala do Risco. Era utilizada para treino dos alunos da Escola Naval

A Defesa Naval

Arsenal da Marinha

Bloqueio Naval

Tecnologia Naval