The First World War, also known as ‘The Great War’, was the first international conflict on a global scale. Millions of soldiers and civilians from no less than 50 countries lost their lives. All over the world ‘Flanders Fields’ has come to be associated with unprecedented human suffering and material destruction.

In the past hundred years these events have had a major influence on our society. Today, the victims of this war still deserve to be commemorated and honoured.

That is why the Government of Flanders has started preparing the commemoration of the First World War. This commemoration will take place between 2014 and 2018. It is our explicit ambition to establish a humanitarian and internationally oriented project, which we wish to associate with the peace theme, ‘No More War’, in a sustainable manner.

We want to raise awareness amongst the present and future generations about such themes as tolerance and international understanding. After all, these themes constitute the cornerstones of an open and tolerant society.

This is the only way that we can start to understand history and draw lessons from it for the future.

 

Kris Peeters

Minister-President of the Government of Flanders, Flemish Minister for Economy, Foreign Policy, Agriculture and Rural Policy

O fim do século XIX não acontece no ano 1900, mas sim dezoito anos depois quando termina a Grande Guerra.

Este desastre humano, social e político, europeu e mundial, pôs fim a velhos Impérios e faz nascer novos Impérios. 65 milhões de homens mobilizados, 9 milhões de soldados e 5 milhões de civis mortos em todo o Mundo, 20 milhões de feridos e milhares de prisioneiros e desaparecidos.

O período de 1914 a 1918 é um momento histórico de grande evolução tecnológica e de profunda alteração do pensamento social e político.     

O fim da Guerra Fria no início da década de 90 fez-nos testemunhar o colapso ideológico e geopolítico de Estados europeus, que nos levaram a reviver e relembrar os problemas étnicos e nacionalistas que existiam em 1914.

Com o objectivo de divulgar informação sobre o tema e relembrar o momento histórico, apresentamos neste trabalho uma outra visão sobre a Grande Guerra e sobre o esforço militar português.   

Mensagem do Governo Belga para as comemorações do Centenário da Grande Guerra.

Mensagem da Comissão Coordenadora da Evocação do Centenário da 1ª Guerra Mundial

Há cem anos atrás Portugal envolveu-se - e viu-se envolvido - num conflito criado e nascido na, já na altura, velha Europa, sacudida, uma vez mais, por convulsões que sempre tiveram a ver ou com fronteiras das Nações ou com a tentativa de domínio dos Estados mais fortes. Tudo isto dentro de um espaço que o saber dos Homens permitiu ser Pátria do Conhecimento e do Desenvolvimento.


No espaço de um mês após o atentado que vitimou, em Sarajevo, o Arquiduque austríaco Francisco Fernando, aquilo que parecia que a diplomacia poderia (e quereria?) resolver transformou-se num inferno que durante cinco anos custou oito milhões e meio de vidas e deixou um número interminável de sequelas de vária ordem mas, principalmente, humanas.


O que motivou o envolvimento de Portugal; a forma como o fez; os resultados objectivos de uma intervenção que nos fez combater em África, no Atlântico e na Europa e que nos custou 7760 vidas e mais de 30000 baixas, entre feridos, desaparecidos, incapazes e prisioneiros, tem sido estudado, discutido e alvo de perspectivas justificativas diversas.

O facto é que a História não se muda.


Assim, assinalar este período deve ser para nós, portugueses de outra era, um ato de homenagem ao sacrifício pedido ao Povo, que tudo deu para alcançar os objetivos que os dirigentes do Estado entendiam ser adequados para a sobrevivência soberana de Portugal.


Esse respeito pelo sacrificio é o que anima este projecto.

Não nos preocupa, enquanto comissão, que existam perspectivas contraditórias; que se revelem as nossas fraquezas na condução politica e militar ou que sejam evidenciadas as nossas qualidades, individuais e coletivas.


Preocupa-nos sim se a discussão, que se pretende que exista ao longo deste período entre 2014 e 2018, se alhei ou ignore o sacrificício do Soldado de Portugal que, uma vez mais na sua longa caminhada, deu tudo; e tudo é a própria vida!

 


Mário de Oliveira Cardoso

Tenente-General, Presidente da Comissão